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Cultura


 

Folclore

O folclore maranhense é rico, com notória influência portuguesa nos costumes, na língua e nos hábitos; do elemento negro nas danças, folguedos, culinária, música e repiques dos tambores; do índio, no balanço da rede, banho diário, mitos e simplicidade.

Destacam-se no folclore do Maranhão:

Cacuriá - Bastante prestigiada durante os festejos juninos pela sua sensualidade e cantigas "engraçadas". É uma dança de roda com acompanhamento de instrumento de percussão.

Dança do Lelê ou Pela Porco - Dança de possível origem européia fixada no Maranhão em fins do Século passado. Possui coreografia bastante variada e espontânea. Sua música é executada através de instrumentos, que variam de acordo com a região, e canto.

Dança do Côco - Nasceu do puro canto de trabalho nos babaçuais. É uma dança de roda cantada, acompanhada de palmas, pandeiros, ganzás e cuícas. Sua coreografia é complexa, com sapateados e rodas batidas e o coco induz uma tarefa coletiva, uma espécie de mutirão, um convite à quebra do coco.

Tambor de Crioula - Nesta manifestação destaca-se a presença de vibrantes formas de expressão corporal, apresentada principalmente pelas mulheres. Sua coreografia é desenvolvida no interior de um círculo, formado pelas dançantes, cantadores, tocadores e acompanhantes. O ponto culminante da coreografia entre as mulheres é a Punga que se constitui em um convite para entrar na roda através de um cumprimento, geralmente no abdômen, entre a pessoa que está no centro e a que foi convidada para o círculo.

Bumba-meu-boi - Culto popular de raízes européias que, ao chegar ao Brasil sofreu processo de aculturação das festas afro-negras. Ligada ao ciclo do gado, a brincadeira se proliferou por todo o país. No Maranhão, apresenta-se em três sotaques: matraca, zabumba e orquestra. É a maior expressão do folclore maranhense, um espetáculo mágico de ritmos e cores, com apresentações de julho a setembro.

Reggae - Nos últimos anos, São Luís vem se tornando conhecida por sua efervescência neste ritmo caribenho (jamaicano) que infiltrou-se na cidade pela periferia e atualmente é um dos sons mais escutados na ilha. O grande diferencial do reggae em São Luís é o fato da sensualidade ser mais forte pois dança-se o mesmo "agarradinho".

Carnaval

O carnaval colonial

Ao nos referirmos ao "carnaval colonial", não nos limitamos a descrever carnavais ocorridos no período colonial de São Luís. Trata-se de manifestações portuguesas ou africanas que se transplantaram para o território brasileiro. Destes, o Congo é a cerimônia mais antiga de que se tem notícia. Também conhecida como Cocumbis, já realizava no Brasil no início do século XVIII, por por acasião de algumas festas religiosas.

O cortejo dos congos era composto pelo rei e pela rainha, e mais arautos, secretários de Estado, embaixadores, damas de honra, numa mistura de hierarquia africana e corte portiguesa. No Maranhão, a brincadeira desapareceu desde os últimos vinte anos do século passado.

Nos bailes e nas ruas

A partir da chegada da corte portuguesa ao Brasil (1808), as modas trazidas pela nobreza cortesã eram rapidamente absorvidas por todos e se refletia nos bailes de época. Dos clubes de elite, logo derivaram outros mais populares, com menos requinte, mas também com muita pompa. No teatro São Luís, hoje Artur Azevedo, eram comuns os bailes carnavalescos para a sociedade elegante.

Daí, surgiram os bailes de máscara, o "carnaval dos cordões" (que é na verdade, a fase mais rica e complexa do carnaval de rua que São Luís já conheceu). Um conjunto de manifestações populares que principiam, em parte, em fins do Século XIX , diversificaram, e consagraram São Luís, até aproximadamente o início da década de 1970 do século atual, como o terceiro carnaval do Brasil em animação e riqueza alegórica.

Ao iniciar a década de 1930, surgem as "batucadas" que mais tarde se consolidam com os desfiles das Escolas de Samba. É notável o crescimento das brincadeiras de rua, em especial de blocos, somado ao surgimento de novas agremiações e atividades que contribuem decisivamente para a sedimentação do novos estilos.

Também, pode ser considerado notável o movimento de incorporação e resgate no carnaval de São Luís. Se por um lado, o carnaval de 1995 apresentou o Trio Elétrico, com grande sucesso, o tambor de crioula, dança e música de roda, das mais primordiais, onde aparece a pungada africana original e precursora, segundo alguns autores, do próprio samba, volta a ser uma das principais manifestações do nosso carnaval, como já fora algum tempo atrás.



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